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As origens do nome Dantas

brasao-AntasDantas é um sobrenome de origem Portuguesa, cuja contracção da partícula de ligação “de” com o sobrenome Antas.   Antas é um sobrenome da língua portuguesa, presumivelmente de origem toponímica. Dizem alguns genealogistas que procedem os desta família de Fernão Mendes de Antas, de quem foi filho D. Fernão Mendes, o Bravo, senhor de Bragança, casado em primeiras núpcias de D. Sancha Henriques, filha de Henrique de Borgonha, conde de Portucale, o que naturalmente revela a sua alta linhagem. Vem do Concelho de Coura, entre Douro e Minho. Juntou-se há relativamente pouco tempo a preposição de resultando o apelido Dantas, que pouco se expandiu. Seu brasão se compõe: de vermelho, com seis lisonjas de azul perfiladadas de ouro, apontadas em cruz, quatro em pala e três em faixa.

Na realidade o nome “Dantas” vem de D’antas que por sua vez vem de Antas. É um apelido de origem toponímica ligado aos antigos povos druidas celta como veremos a seguir.

Os Druidas

Os Druidas foram os povos de origem indo-européia que habitavam extensas áreas da Europa pré-romana, eram sacerdotes do lendário povo celta. A natureza e as questões sobre respeito à vida acima de qualquer coisa é o ideal de um Druida. Como os maiores sábios e seres dotados de dons especiais, os Druidas eram conselheiros de reis e sacerdotes das tribos. Praticamente tudo que é sabido sobre os druidas, foi relatado por historiadores gregos e romanos que tiveram contato com os celtas nos séculos que antecederam ao cristianismo. Descreveram como poderosos sacerdotes dos povos celtas, sábios e juristas, poetas, contador de mitos e lendas, místicos e conselheiros.

Os druidas (e druidesas) eram pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino, jurídicas e filosóficas dentro da sociedade celta. Embora não haja consenso entre os estudiosos sobre a origem etimológica da palavra, druida parece provir de oak (carvalho) e wid (raiz indo-européia que significa saber). Assim, druida significaria aquele(a) que tem o conhecimento do carvalho. O carvalho, nesta acepção, por ser uma das mais antigas e destacadas árvores de uma floresta, representa simbolicamente todas as demais. Ou seja, quem tem o conhecimento do carvalho possui o saber de todas as árvores. As druidas e os druidas celtas da Galiza usavam as pedras, lajes, arcas ( dolmes, os chamados casa de mouros ) e menhirs (chamados antas e pedrafitas ), também as águas, para as cerimônias do culto druida. As pedras sacras dos celtas galegos, das que tanto ha na Galiza, eram objeto de culto e ainda são. Eram as aras , o altar, das praticas adivinhadoras dos celtas. Mais de dois mil anos mais tarde as tradições célticas da Galiza estão ainda muito vivas e as mais puras são dos sete países celtas ( Eire, Galiza, Breizh, Kernow, Cymru, Mannin e Alba ).

As Antas da Galiza (Galícia termo usado no Brasil, é uma comunidade autônoma situada no noroeste de Espanha, ao norte de Portugal, com estatuto de nacionalidade histórica)

As Antas e Antes são os oficiais do culto druida dos Celtas da Galiza para as praticas de adivinhação. Os Celtas não têm templos, eles usam a Natureza, eles fazem o culto druida nas pedras, nas fontes, nos montes, nos rios, perto da mar, eles usam as

pedras como aras. Hoje na linguagem moderna galega, o termo Antas é usado para se referir a essas pedras sacras que os druidas utilizam para as cerimônias.

O verdadeiro significado de Antas no contexto do nome Dantas

Antas (-es), refere-se aos oficiais do culto Céltico druida.

Antas e Antes são verbas da velha língua Goidélica da Galiza, do Galaico. Ant = “oficiais” e anted = “to fit” têm o mesmo sentido ainda hoje na língua Gaélica da Eire ( Irlanda ) e faz referência as pessoas que são capazes para realizar as cerimônias druidas e podem servir de intermediários para interpretar os desejos dos deuses.

Na Galiza Ant’s são os interpretes dos deuses, são designados, consagrados, a um deus céltico particular : Briga, Lugo, Bel, Cerne.

A mais velha referência ao culto druida céltico na Galiza vêm do escritor latino do primeiro século Silio Italico, quem na sua De bello punico , diz:  Fibrarum et pennae divinarumque sagacem Flamarum, misit dives Gallaecia pubem …

O verba do Galaico Antas ( ou Antes ) é ainda hoje utilizado na língua galega moderna. O Galego é o nome que os galegos dão a sua língua. O Português, é uma variante dessa língua, com algumas diferenças, assim como ocorre por exemplo entre o Inglês-Americano e o Inglês da Inglaterra, e por isso é conhecido pelo nome galego-português .

As Ant-es – os que são oficiais – são considerados como uma categoria de druidas. Eles correspondem ao termo latinizado -Vates- como Julio Cesar o reportou na Guerra das Galias . O termo Vat- ( Vates – Antes- Antas ) vêm também do indo-europeu que quer dizer inspiração, *insufler* , e isto é exatamente o que os druidas oficiais do culto faziam para as praticas de adivinhação na sua comunicação com os deuses Célticos.

Na língua galega de hoje o termo Antas é usado com pelo menos, três significados. Todos têm correlações com o significado original. Estas diferentes particularidades dependem da zona da Galiza e não são constantes. Mas em geral o termo faz alusão as pedras, as velhas pedras do culto druida, as mesas dos sacrifícios. Essas aras que se acham por toda Galiza, perto da mar, nas fragas ou pedras sozinhas. No Sul da atual Galiza como também na Galiza meridional, no Norte de Portugal, o termo Antas faz referência as pedras sacras dos sacrifícios no culto druida.

Os Dantas em Portugal

São originários de Portugal mais propriamente do norte província do MINHO. Dizem alguns genealogistas que procedem os desta família de Fernão Mendes de Antas (ou D’antas), de quem foi filho D. Fernão Mendes, o Bravo, senhor de Bragança, casado em primeiras núpcias de D. Sancha Henriques, filha do conde D. Henrique, o que naturalmente revela a sua alta linhagem. Como aconteceu com muitos outros apelidos, também neste se deu a junção da preposição e existe por isso sob a forma Dantas. A que se tem noticia, o registro mais antigo encontrado com esse sobrenome seria de Pedro de Moraes D’antas, um português que nasceu em abril de 1561 e morreu em julho de 1644.

Fonte: www.familiadantas.cjb.net e http://pt.wikipedia.org/wiki/Dantas

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